O PESCADOR 104
Formadores de História
A comunidade Vocacional dos Jesuítas está em sua 30ª turma. Por isso publicaremos nas edições do PESCADOR deste ano entrevistas com os jesuítas que já foram Formadores desta comunidade. O segundo entrevistado é o Pe Adroaldo Palaoro, SJ, que hoje é reitor do Colégio Jesuíta em Juiz de Fora/MG.
Entrevista com PE ADROALDO, SJ
1ª Nome completo e data de nascimento.
Adroaldo Palaoro nascido no dia 27 de fevereiro de 1952.
2ª A origem. De onde você veio? ( país, estado, família e etc. )
Sou o primogênito de 7 irmãos. Morávamos em Alto Pongal, uma colônia italiana que fica no interior de Anchieta no Espírito Santo, onde participávamos ativamente da comunidade.
3ª Como foi sua vinda, ou seja, sua história de vocação à CIA de Jesus até chegar a CV? (* se possível o ano de entrada e saída da CV )
Começou com a Cruzada Eucarística. Logo depois em 1962 fui para a Escola Apostólica de Anchieta onde estudei todo o meu ensino fundamental. Lá tive contato direto com padres e irmãos Jesuítas que eram meus professores. O desejo cresce a partir de minhas participações nas atividades desenvolvidas no colégio pelos padres e irmãos. Logo depois fui para o IPA (Instituto Padre Anchieta) fazer o ensino médio. Neste período participei de diversos movimentos jovens, como o TLC e o CJC. Com 20 anos decidi entrar para a Companhia. Morava no escritório do CJC em Belo Horizonte, freqüentava a FAJE para encontros de formação e trabalhava em paróquias e comunidades próximas. Fui ordenado em 1983, trabalhando como ministro no noviciado e em 1984 vim para Juiz de Fora trabalhar como Sócio do Pe. Ramóm na casa de formação que ficava no bairro do Bonfim durante um ano. Após ter trabalhado e estudado em vários outros lugares como Roma e Salamanca, voltei para a comunidade vocacional no ano de 1988 e fiquei até 1991 como sócio do Pe. Luiz Antonio. Em 2004 assumi a direção do Colégio Jesuíta como Reitor onde estou até hoje trabalhando com a espiritualidade na linha dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio.
4ª Ao longo do tempo, qual foi a maior dificuldade encontrada por você na Comunidade Vocacional?
Não havia GAVI no tempo em que fui formador, o processo era um tanto diferente, portanto vários dos vocacionados que aqui passavam não tinham um acompanhamento prévio. A estrutura atual de encontros e convivências nos proporciona conhecer melhor os candidatos, o que nos dá a oportunidade de conhecer melhor as vocações destes jovens e encaminhar àqueles que percebemos não ter o carisma necessário para a Companhia de Jesus a outras opções.
5ª Fazendo um resumo de toda a história, o que mais lhe deixou realizado na Comunidade Vocacional?
Foi perceber uma progressividade, um crescimento humano e espiritual dos jovens acompanhados. Isto confirmava a minha missão de acompanhante espiritual, onde pude oferecer pistas para que o próprio vocacionado fizesse uma releitura profunda de sua vida encontrando as confirmações que buscava.
6ª Para você, ser Jesuíta é...
... estar aberto ao novo. Santo Inácio não teve medo do novo, se abriu ao diferente. O Jesuíta é um homem de fronteiras e a fronteira é o lugar do desconhecido, do novo.
7ª Deixe uma mensagem de motivação àqueles que perseveram na Companhia, e, para todos que tem em seu coração o desejo de participar desta FAMÍLIA.
A Companhia não é lugar para a perfeição individual, mas como os Exercícios Espirituais, ela é a mediação do sentido atual da minha existência e a dos outros, indicando assim uma luz e um caminho reais.