MISSAO NO COLÉGIO
AO MODO DE INÁCIO
Taffarel Ramires Fernandes

A missão da Companhia de Jesus em Juiz de Fora, na região da Zona da Mata mineira, se mostra semelhante à de outras regiões, do Brasil e do mundo, quanto ao Apostolado intelectual.
Presente na província Brasil Centro-Leste com seis colégios de Educação Básica, uma escola técnica, e uma faculdade de Filosofia e Teologia, é reforçado o compromisso da ordem com a formação cultural, mas, principalmente, com a formação humano-cristã.
O campo apostólico, ao final do primeiro século da morte de Santo Inácio, fez com que mais e mais Jesuítas fossem destinados a aproximadamente 130 colégios só em território italiano, não sendo diferente em outros países da Europa e de todo o mundo.
No Brasil, o primeiro colégio da Companhia de Jesus, foi fundado em 1554, pelo jovem José Anchieta, na cidade de São Paulo. Desde então, passamos por mais de quatrocentos anos de rico valor histórico, e a missão continua, especificamente em Juiz de Fora, com quatro Padres e um Escolástico, que são envolvidos nesta área intelectual. Eu, como vocacionado, estou inserido nesta obra, que leva o nome de “Colégio dos Jesuítas”, trabalhando todas as manhãs.
Como todos os colaboradores desta missão, também sou um educador. Não porque leciono, mas pelo testemunho do seguimento de Cristo que posso dar, através da prática dos valores cristãos, que dissolvidos, nas mais simples atitudes cotidianas, são formativas, pois forma não o intelecto, como também um modo de vida e de proceder.
Eu, que venho de uma Paróquia dos Jesuítas, situada na cidade de Montes Claros no Norte de Minas Gerais, vivo forte experiência de não ser um paroquiano, mas um funcionário contratado, onde o foco não é a formação de pastorais, movimentos jovens, entre outros, mas sim, a formação humana e intelectual, com a perspectiva de que desde o período da infância à fase adulta, a pessoa encontre na pedagogia inaciana condições para crescer fundamentalmente na sabedoria que provém de Jesus Cristo.
Muito contente me encontro, pois vejo quão útil sou a Deus colaborando nesta área apostólica.
Quando contemplo os grandes Jesuítas que passaram nesses vários séculos, sinto-me bem pequeno, mas honrado pela a oportunidade de junto a muitos colaboradores, poder me doar a esta missão que é cultural, mas que por sua vez, está dentro de uma missão religiosa.