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PADRE ELCIO SJ
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O PESCADOR
Formadores de História
FORMADORES DA HISTÓRIA  A Comunidade Vocacional dos Jesuítas está em sua 30ª turma. Por isso, publicaremos nas edições do PESCADOR deste ano entrevistas com os jesuítas que já foram formadores desta comunidade. O quarto entrevistado é o PE NILSON, SJ, pároco da igreja de São Luis Gonzaga e superior da comunidade São Luis, em São Paulo. O Pescador: Nome completo e data de nascimento. Padre Nilson: Nilson Marostica, nascido em 21 de novembro de 1958. A origem. De onde você veio? Sou natural de uma cidade chamada Sousas, no interior do Estado de São Paulo, vizinha ao Município de Campinas. Porém, fui criado na Cidade de Valinhos, também no Estado de São Paulo. Como foi sua vinda, ou seja, sua história de vocação à Companhia de Jesus até chegar a CV? Quando tinha 18 anos, eu estudava administração de empresas e trabalhava na Santa Casa de Valinhos, na área de recursos humanos do hospital. Nessa época, havia um seminarista diocesano que visitava a casa de minha família e me convidava para participar do grupo de jovens, mas eu não conseguia ir por causa do trabalho. Certa vez, ele me convidou para participar de uma manhã de oração e tarde de lazer no seminário. Então, aceitei o convite, movido principalmente pela tarde de lazer. Na manhã de oração, houve uma reflexão de uma música do Padre Zezinho, chamada “Meu Cristo amigo”, e houve um momento que Cristo falava sobre seus ministros. Com isso, fiquei muito emocionado e disse para mim mesmo: quero ser um ministro de Cristo. A partir daí, comecei a participar do grupo de jovens e, mais tarde, fui eleito o tesoureiro da Comunidade São José, do Bairro Jurema, em Valinhos. No mesmo tempo que me converti também quis ser padre, mas ainda não sabia se diocesano ou religioso. Contudo, uma coisa para mim era certa: não queria viver sozinho. Houve uma ocasião em que um senhor da comunidade me emprestou um revista dos franciscanos, chamada Renovação Cristã, com a história de São Francisco de Assis, e, com isso, tive o desejo de ser um irmão religioso franciscano. Foi assim que conheci a vida religiosa, consagrada a Deus. Comecei a ler tudo que podia sobre a vida religiosa e também entrei em contato com várias ordens e congregações. Foi aí que descobri a Companhia de Jesus, em Itaici. Meu primeiro contato foi um encontro sobre fé, com o Padre Libanio e, logo após, me inscrevi no Retiro de Opção de Vida, em 1980. Desde então, comecei a conhecer mais a Companhia através do noviciado de Campinas e comecei a ser orientado pelo Padre Iglesias. Depois, em 1981, terminei o curso de administração de empresas e, no ano seguinte, ingressei no Noviciado. Lembro-me que ao receber a carta do provincial, também fui aprovado para dar aula de português para estrangeiros nos Estados Unidos e também fui aprovado para trabalhar na área de recursos humanos da General Motors. Eu recebi as três cartas no mesmo dia e acabei tomando a decisão, contrariando a vontade da família, de ir para o Noviciado. Assim, segui na formação da Companhia. Fiz o juniorado em João Pessoa, no ano de 1984. Em seguida, fui para a filosofia e, depois, fiz o magistério no Colégio São Luis. Continuei com os estudos de teologia. Tanto na filosofia como na teologia, atuei bastante na área de espiritualidade e participei de muitos cursos e retiros vocacionais e de formação. Terminada a teologia, já como diácono, manifestei meu desejo ao padre provincial que gostaria de fazer algum trabalho, antes de seguir com os estudos acadêmicos. Nessa época, o Padre Luis Antonio Campo Neto, então diretor da Comunidade Vocacional, foi para Roma e, diante desse fato, sugeri de eu ir para a Comunidade Vocacional, juntamente com o Padre Alfredinho. Cheguei à CV em 1992 e fui superior até o ano de 1996. Durante esse tempo, morei no Bairro Bonfim por alguns meses, depois a comunidade mudou para o Bairro JK e, no meu último ano, houve muitas vocações, então passamos seis meses na Casa Padre Hurtado, no Colégio dos Jesuítas, até a finalização da reforma da casa atual. Em 1º de agosto de 1994, a Comunidade Vocacional se mudou para a atual casa com 22 vocacionados. Depois da CV, fui enviado para estudar Teologia da Espiritualidade na Universidade de Comillas, Espanha. Fiz a minha terceira provação em Salamanca e, em 1999, retornei ao Brasil, como reitor do Colégio Jesuítas, em Juiz de Fora. Em seguida, fui reitor da Faje, de 2001 a 2006 e, em 2007, fui para São Paulo, atuar como pároco da igreja de São Luis Gonzaga e superior da comunidade São Luis. Ao longo do tempo, qual foi a maior dificuldade encontrada por você na Comunidade Vocacional? A falta de seleção dos jovens. Não havia a convivência na CV dos jovens que iriam entrar, então chegavam muitas pessoas que não eram acompanhadas. Fazendo um resumo de toda a história, o que mais lhe deixou realizado na Comunidade Vocacional? Gosto muito do trabalho com juventude e me deixou muito realizado o trabalho em equipe, junto com o Padre Alfredinho. Foi um verdadeiro trabalho de Companhia de Jesus, ajudar os jovens a descobrir sua vocação. E mesmo aqueles que continuaram ou não na Companhia, permaneceram com o desejo de seguir Jesus Cristo. Para você, ser Jesuíta é... É assumir um apostolado em favor do Reino, como os apóstolos.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 22h19
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Editorial do n° 106
É TEMPO DE... Pe Elcio José de Toledo, SJ  Dentro de alguns dias a Comunidade Vocacional 2009 já estará em recesso. Essa foi a turma de número trinta e queremos comemorar seu término com uma grande ação de graças a Deus, inspirador dessa obra. Jesus disse: “olhai a figueira, quando seus ramos estão verdes e as folhas começam a brotar, vós sabeis que o verão se aproxima” (Lc 13, 28). Jesus soube associar os tempos da natureza com os tempos de Deus. A sabedoria do camponês que observa a natureza e aprende dela suas estações é comparada à sabedoria do místico que conhece o tempo de Deus. Nos relatos que se seguirão, os vocacionados partilham as últimas experiências deste ano e o fazem com dois olhares: o olhar agradecido para o passado, e o olhar esperançoso para o futuro. Esperança de continuarem firmes na caminhada de discernimento para a missão. O olhar para o passado lhes dará o conhecimento, a experiência e a tranquilidade de quem conhece o caminho. Dar-lhes-á a segurança de perceber Deus num processo. O olhar para o futuro será de confiança no processo vivido e de maturidade para entender os sinais que Deus colocou. A junção desses olhares permitirá conhecer os tempos de decisão. Assim como a figueira não floresce no inverno, mas espera pelo verão, também existe um tempo para as decisões vocacionais. Ao final da CV e com esses olhares, os vocacionados se perguntam sobre o que fazer agora. Agora é o tempo de colher o fruto, de decidir continuar, ou de decidir outra coisa, ou mesmo de esperar mais um tempo até que o fruto esteja verdadeiramente pronto para ser colhido. Saber fazer esse discernimento é parte do processo vivido. Com a ajuda das experiências vividas, das pessoas que foram orientadoras e da graça de Deus, os vocacionados puderam perceber o tempo de Deus em suas vidas. Queremos agradecer por esse ano e continuar sempre nos perguntando sobre nossa vida, agora é tempo de quê? É necessário saber o tempo das decisões, para não protelar e deixar perder o fruto maduro. Boa leitura.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 22h10
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partilha da missão...3
MISSÃO RURAL PEDRA BELA Brune G. Nunes  A missão rural que eu fiz este ano foi na cidade de Pedra Bela, interior de São Paulo. Essa missão foi junto com os alunos do Colégio São Francisco Xavier, sendo 12 alunos, equipe de apoio de professores, Pastoral Cristã e o Padre Alexandre, SJ. Começou no dia 27/06/09 e terminou no dia 04/07/09. Ficamos em grupos: o meu grupo éramos eu, Bruno, Thais e Hellen. Ficamos na Comunidade Santa Luzia e cada um ficou na casa de uma família dessa Comunidade. Eu fiquei na casa de dona Maria e seu Toninho. Aquela família me acolheu durante uma semana e tivemos que nos habituar ao horário das famílias da Comunidade. Pelas manhãs, tínhamos trabalhos voluntários, como o trabalho na carvoaria e na lavoura de tomate. Nestes trabalhos, fazíamos mais que um trabalho de doação, mas uma inserção na Comunidade, num clima de grandes amizades. Era um trabalho árduo, mal remunerado, mas, apesar de tudo isso, o cansaço não abalava a comunidade, enquanto unidos em Cristo. Nas tardes, eram as visitas às casas, com belas histórias de vida, vencidas com dificuldades que nos emocionavam, fazendo de nós pessoas mais atentas ao olhar o próximo. Houve uma dessas visitas que me marcou: foi em um dia que tivemos que andar muito para chegar a uma casa bem distante. Era a casa mais simples da Comunidade. Quando entramos, fomos bem acolhidos por uma moça que estava no nono mês de gestação, prestes a dar à luz. Tinha consigo cinco irmãos para cuidar e estava solteira, e o que chamou atenção foi o fato de aquela família, através do olhar, demonstrar tristezas e indignação profunda Conversando e sentindo com eles, não podíamos resolver os problemas de ordem familiar, que eram muitos, mas podíamos levar o conforto espiritual, através da palavra de Jesus. No final daquela visita, a moça disse: “olha, moço, ganhar as coisas até é fácil, mas ganhar atenção dos outros nem sempre é fácil assim. Hoje vocês vieram em minha casa, sendo tão longe”. à noite, se reunia toda a comunidade em torno da palavra de Jesus. Na partilha dos sentimentos, procuramos sempre colocar as pessoas que precisavam de mais atenção da comunidade, aquelas excluídas. Pois Jesus disse: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequenos.” (MT 11, 25)  OUTROS ARTIGOS A edição n° 105 do PESCADOR também publicou os artigos TRILHA INACIANA EM JUIZ DE FORA e FESTA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA que já haviam sido publicados no nosso blog. Clique no título para reler os artigos
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 09h19
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partilha da missão...1
PASTORAL DA JUVENTUDE EM VISCONDE DO RIO BRANCO Sérgio Honna  A evangelização da juventude é prioridade na Igreja de hoje. Muitos jovens protagonizam a propagação da Boa Nova. Eles são o presente e o futuro da Igreja e da sociedade. Para tanto, esse tema foi alvo de debates em duas assembléias da CNBB e o documento final nos foi entregue na mesma época em que o Papa Bento XVI visitava o Brasil. Sua mensagem, meditando sobre a passagem do Evangelho em que o jovem vai embora pesaroso por estar muito apegado às coisas materiais, foi de “que não há felicidade sem Jesus”. Ao mesmo tempo em que a juventude suscita muitas esperanças, ela também é alvo de muitas preocupações – violência, drogas, falta de perspectivas, hedonismo, consumismo, etc. É nessa fase da vida, de grande ebulição, que ocorrem as grandes decisões e por isso a importância de um encontro efetivo e afetivo com a pessoa de Jesus Cristo que “dá à vida um novo horizonte, um rumo decisivo”. Visando isso, que Pe. Élcio, Regis e eu fomos à cidade de V.R.B. para um encontro sobre Liderança e Espiritualidade para coordenadores da Pastoral da Juventude. Pe. Élcio abordou o tema Liderança Cristã com muitas dinâmicas, textos, vídeos e partilhas. Nesse dia após o almoço, fizemos um momento de relaxamento, uma “siesta” básica; numa sala com muitos colchonetes e música calma, eles descansaram durante meia hora. Ao acordarem, coloquei algumas observações sobre o método inaciano de oração, como o silêncio, a concentração, a postura e a respiração, para estarem alertas no período da tarde e já os preparando para o dia seguinte em que trabalhamos o tema da Espiritualidade Inaciana. No sábado à noite, tivemos uma animada noite cultural. Participaram jovens de diferentes grupos, mas muito integrados, por isso, tudo era muito alegre e espontâneo, sem deixar a devida importância aos momentos sérios, como as colocações, partilhas e orações. Terminamos este dia com um Lucernário, em que todos os participantes foram conduzidos no escuro, e cada um acendeu sua vela respondendo ao chamado: “Eis-me aqui, Senhor”, meditando a missão confiada a Moisés junto a sarça ardente. No domingo, o Régis falou sobre a Espiritualidade Inaciana, e deu-se o tempo necessário para a oração individual. Muitos sentiram Deus falando com eles no silêncio e se identificaram com o método. Avaliamos que isso trouxe muitos frutos a esses jovens e propomos para que eles e muitos outros também façam a mesma experiência com os retiros específicos para jovens. Que isso seja um instrumento valioso para esse grande desafio, a bonita tarefa de levar Cristo a todas as pessoas.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 08h19
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partilha da missão...2
MISSIONÁRIOS NA CONTRAMÃO Henrique Araújo  “Dinheiro, sexo, sucesso e egoísmos”, talvez este seja o lema do mundo hoje. São oferecidas propostas e modelos de vida em que o ser humano se afunda cada vez mais no individualismo e desejo por conquistas banais. Mas é claro que, pela graça de Deus, existem pessoas que fazem de suas vidas exemplos para outras e buscam o inverso dessa triste realidade. Exemplo este é o Padre missionário Jesuíta José de Anchieta, que desde jovem buscou servir a Deus com sua vida, ajudando outras pessoas. Anchieta esteve no Brasil e foi fundamental na conversão de vários índios, na fundação das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, bem como a fundação de vários colégios e casas de formação da Companhia. Seu dia é comemorado em 09/06, e foi justamente nessa data que a Comunidade Beato José de Anchieta, em Limeira/SP, nos convidou para a festividade de seu Jubileu de Prata (25 anos). A comunidade estava em festa por seu tempo de fundação e dia de seu padroeiro, o que causou certo desejo de conhecer mais profundamente esse homem de Deus. Padre Elcio, Davi e eu tivemos a incumbência de falar desse missionário - o que não é tão simples - a toda aquela comunidade. Fomos recebidos de maneira muito hospitaleira, tanto no seminário propedêutico, onde dormíamos, quanto na comunidade que nos acolhia para almoços, jantares e visitas em suas casas. O empenho e determinação da comunidade, que é coordenada pelo Pe. Isaías Daniel, nos fez perceber vários “anchietas” que caminhavam na direção oposta que o mundo oferece. Ver as crianças presentes nas atividades propostas, os jovens na organização e ornamentação, os adultos na cozinha, arrumando barracas para a festa, e todo o povo nas palestras, missas e procissões foi algo que nos animava muito no serviço apostólico. O mais importante desta missão que fizemos não foram os dados históricos sobre a vida de Anchieta, mas, sim, ter participado do dia a dia deste povo, aprendendo e cooperando. Da comunidade Beato José de Anchieta tiramos uma grande lição: A Fraternidade contagia, anima e move ao serviço para com o outro. Confira as notícias referentes aos testemunhos do Henrique e do Sérgio quando foram publicadas no blog
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 08h18
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MISSAO NO COLÉGIO AO MODO DE INÁCIO Taffarel Ramires Fernandes  A missão da Companhia de Jesus em Juiz de Fora, na região da Zona da Mata mineira, se mostra semelhante à de outras regiões, do Brasil e do mundo, quanto ao Apostolado intelectual. Presente na província Brasil Centro-Leste com seis colégios de Educação Básica, uma escola técnica, e uma faculdade de Filosofia e Teologia, é reforçado o compromisso da ordem com a formação cultural, mas, principalmente, com a formação humano-cristã. O campo apostólico, ao final do primeiro século da morte de Santo Inácio, fez com que mais e mais Jesuítas fossem destinados a aproximadamente 130 colégios só em território italiano, não sendo diferente em outros países da Europa e de todo o mundo. No Brasil, o primeiro colégio da Companhia de Jesus, foi fundado em 1554, pelo jovem José Anchieta, na cidade de São Paulo. Desde então, passamos por mais de quatrocentos anos de rico valor histórico, e a missão continua, especificamente em Juiz de Fora, com quatro Padres e um Escolástico, que são envolvidos nesta área intelectual. Eu, como vocacionado, estou inserido nesta obra, que leva o nome de “Colégio dos Jesuítas”, trabalhando todas as manhãs. Como todos os colaboradores desta missão, também sou um educador. Não porque leciono, mas pelo testemunho do seguimento de Cristo que posso dar, através da prática dos valores cristãos, que dissolvidos, nas mais simples atitudes cotidianas, são formativas, pois forma não o intelecto, como também um modo de vida e de proceder. Eu, que venho de uma Paróquia dos Jesuítas, situada na cidade de Montes Claros no Norte de Minas Gerais, vivo forte experiência de não ser um paroquiano, mas um funcionário contratado, onde o foco não é a formação de pastorais, movimentos jovens, entre outros, mas sim, a formação humana e intelectual, com a perspectiva de que desde o período da infância à fase adulta, a pessoa encontre na pedagogia inaciana condições para crescer fundamentalmente na sabedoria que provém de Jesus Cristo. Muito contente me encontro, pois vejo quão útil sou a Deus colaborando nesta área apostólica. Quando contemplo os grandes Jesuítas que passaram nesses vários séculos, sinto-me bem pequeno, mas honrado pela a oportunidade de junto a muitos colaboradores, poder me doar a esta missão que é cultural, mas que por sua vez, está dentro de uma missão religiosa.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 17h27
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MISSÃO URBANA
MISSÃO EM SÃO PAULO Pierre Nazareno  Quanta alegria quando me disseram para escrever sobre a missão urbana! Entre os dias 21 de junho e 07 de julho deste ano, tive a graça de estar em São Paulo. Lá, aprendi que são nas pequenas e simples coisas que nascem as grandes, pois quem poderia dizer que de uma cabana de pau a pique nasceria a maior cidade do Brasil? E em tão modestos gestos eu encontraria tanto consolo para minha vocação? Passei a maioria dos dias no Pateo do Collegio. Pelas manhãs, ia para a Biblioteca Pe. Antonio Vieira e, às tardes, ao Museu Anchieta, os quais me ajudaram a conhecer um pouco da história da Vila de Piratininga, principalmente através de livros, cartas e outras antiguidades, que me fizeram reviver o passado. Mas foi o presente que me chamou atenção, ao aprender com daqueles funcionários que recebe com amor, atenção e gentileza cada pessoa que ali chega, não importando de onde vem, nem a cor da pele ou nacionalidade. De maneira geral, pude observar como fazem com carinho e dedicação suas obrigações e pude encontrar consolo e esperança, pois é com amor que se deve fazer todas as coisas. Digo que o que temos de maior valor em nossa pátria é o brasileiro. Povo sofrido, mas solidário. Em uma grande metrópole onde o tempo é corrido, encontrei pessoas amáveis, carinhosas e atenciosas; gente que, na sua correria, tira tempo na hora do almoço para ir à igreja rezar, agradecer ou mesmo pedir uma graça; mesmo com medo, homens e mulheres estendem as mãos para ajudar o próximo. Experiência extraordinária, que faz confirmar cada vez mais a minha vocação, porque é despojando-se e compartilhando que se constrói um mundo melhor. Foi o carisma e a atenção dessas pessoas com as quais eu trabalhei e convivi, que marcaram a minha Missão. Vi na prática o “amar e servir”. Agradeço a Deus e aos Jesuítas, em maneira particular aos da residência São Luís, pela simplicidade que me receberam. Como foi agradável passar esses dias com o Padre Contieri e com cada um dos funcionários do Pateo! A acolhida, o carinho e o calor humano me marcaram nessa experiência, pois é isso que faz a diferença no mundo. E assim, eu também quero ser diferente, com a graça do Senhor Jesus, na esperança de um mundo novo.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 17h25
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formadores da história
A Comunidade Vocacional dos Jesuítas está em sua 30ª turma. Por isso, publicaremos nas edições do PESCADOR deste ano entrevistas com os jesuítas que já foram formadores desta comunidade. O terceiro entrevistado é o Pe Valdivino Teixeira de Carvalho, SJ. ENTREVISTA COM Pe. VALDIVINO  A origem. De onde você veio? Sou natural de Itaú, cidade que fica no sul de Minas Gerais, onde vivi durante minha infância. Depois, mudei para a cidade de Passa Quatro, para continuar os estudos no Colégio dos Betharramitas. E, em seguida, fui para Mogi Mirim, no interior de São Paulo, para dar continuidade à minha formação. Como foi sua vinda, ou seja, sua história de vocação à Companhia de Jesus até chegar a CV? Desde criança, percebia que queria ser padre e, na época, depois de terminar o 4º ano escolar, fiz uma rápida experiência no Seminário São Gabriel, na Cidade de Carmo do Rio Claro. Mais tarde, depois de já ter me formado em técnico em eletrotécnica, fui trabalhar em uma multinacional no interior de São Paulo. Neste tempo, comecei o curso de matemática. Depois de fazer uma experiência forte de Deus em minha vida retomei o caminho da Igreja e a envolver-me nos trabalhos pastorais de minha paróquia. Contudo, sempre senti uma inquietação vocacional dentro de mim. Então, quando tinha 27 anos, comecei a me questionar mais seriamente sobre minha vocação. E ao mesmo tempo a ser questionado vocacionalmente pelas pessoas, que percebiam o gosto que tinha pelos trabalhos pastorais, principalmente ao gosto pela liturgia. Nessa época, participei de um encontro vocacional na Paróquia São José, em Mogi Mirim. Depois, comecei a ser orientado pela religiosa Irmã Maria de Jesus, da Congregação das Filhas de Jesus, que veio a me apresentar a Companhia de Jesus e a espiritualidade inaciana. Esse foi meu primeiro contato com os jesuítas. A partir disso, procurei o Noviciado da Companhia, em Campinas, e fui orientado pelo Padre Quevedo, que, mais tarde, seria meu mestre de noviços. Entrei para a Companhia e, depois de completada a formação e ordenado padre, fui destinado à Comunidade Vocacional. Isso foi em 1995 e cheguei, primeiramente, auxiliando o Padre Nilson e, depois, como diretor, até o início do ano de 1999. Ao longo do tempo, qual foi a maior dificuldade encontrada por você na Comunidade Vocacional? A maior dificuldade, que nem é por si uma dificuldade, foi a responsabilidade de ser diretor. Ao mesmo tempo, tinha de ajudar os vocacionados na caminhada, exigia de mim algumas tomadas de decisões com relação à vida deles, que nem sempre era compreendida naquele momento, mas tudo com muita caridade. Fazendo um resumo de toda a história, o que mais lhe deixou realizado na Comunidade Vocacional? Foi saber que pude colaborar com a caminhada vocacional de muitos candidatos. Poder ver as riquezas que cada um traz. Perceber os sinais visíveis da presença de Deus na história de cada um, através das orientações e da autobiografia. Para você, ser Jesuíta é... Um amor incondicional a Jesus Cristo. Esse amor que torna o jesuíta disponível e com mobilidade para ir, com alegria, onde os superiores solicitarem sua presença. Deixe uma mensagem de motivação àqueles que perseveram na Companhia, e, para todos que tem em seu coração o desejo de participar desta FAMÍLIA. Acreditar que realmente nossa Companhia é de Jesus, confiar nEle, estar com Ele, trabalhar para Ele e depender sempre dEle, e agir, fazendo tudo como tudo dependesse de nós. Para os que entram, acreditar no processo de discernimento e que realmente aquilo que for discernido na Companhia de Jesus é a vontade de Deus.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 13h30
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BENDITO SEJA DEUS PELAS NOSSAS FAMÍLIAS Davi Caixeta  Saudades da família, dos amigos e de todos que nos acompanharam na nossa caminhada. Essa saudade, criada pelas distâncias, nos leva a perceber como cada momento vivido com cada uma dessas pessoas foi e continua sendo importante para o nosso discernimento vocacional. Cada uma dessas pessoas é essencial para nossa vida, de uma forma bastante especial. Refletindo todos esses momentos, prevalecem os sentimentos de amor e gratidão aos pais pela vida, pelo carinho e pelos ensinamentos; gratidão aos irmãos pelo companheirismo e pela amizade; gratidão a todos os familiares pelos momentos de alegria e pelas palavras de esperança. Todos esses sentimentos, percebidos nas lembranças de nossos pais, nossas mães, nossos irmãos e de toda nossa família, servem como uma verdadeira palavra de perseverança no seguimento a Jesus Cristo. “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” (Mc 3, 35)
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 13h19
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história dos jesuítas A VOLTA DOS JESUÍTAS AO BRASIL Reginaldo Sarto, SJ  Depois que a Companhia de Jesus foi restaurada, em 1814, começou a crescer o número de seus membros de forma surpreendente. Foram os jesuítas espanhóis os primeiros a se restabelecerem na América do Sul em 1816. O local desse retorno foi Buenos Aires, por vontade do ditador argentino Dom João Manuel Rosas. Embora os Jesuítas tivessem sido recebidos com triunfo, não demorou para que Rosas lhes impusesse que fossem partidários do seu governo. O então superior regional, Padre Mariano Berdugo, SJ foi extremamente contrário à imposição e orientou os seus companheiros que resistissem. Rosas pressionou os jesuítas até mesmo com ameaças. Em resposta ao ditador, Padre Berdugo escreve com rigor: “é muito fraco o poder do senhor Rosas para destruir a Companhia de Jesus. Poderá expulsar-nos, mas não se encerra o mundo no curto espaço Buenos Aires. Poderá degolar-nos e assim aumentar o número de vítimas. Mas a Companhia de Jesus só Deus do céu e o papa na terra poderão extingui-la. O senhor Rosas, por mais que queira, não é senão um homem e há um Deus que é mais do que ele, e a ele e a mim há de julgar”. Talvez o interesse do ditador fosse utilizar da influência da Companhia para tirar proveito próprio, mas a missão dos Jesuítas é de profetizar e não se atemorizar diante de situações que vá contra o que se deseja dela a Igreja. Por isso mesmo muitos jesuítas derramaram seu sangue, não calando diante das ameaças, mas sendo sinal de justiça no meio dos desfavorecidos. A voz de muitos podem ter sido caladas, mas a palavra de Deus permanece por causa dessas vozes. Dadas as dificuldades e instabilidade na Argentina, pareceu favorável a reorganização da missão no Brasil. Então, o Padre Berdugo viajou para o Rio de Janeiro em dezembro de 1841. Sua intenção era averiguar as possibilidades de reatar o contato missionário com o Brasil. Os Jesuítas, a princípio, entraram disfarçados no país para sondarem o espírito dos brasileiros em relação à Companhia. Ao se apresentar como Jesuíta, o Padre Berdugo, ao internúncio do papa no Rio de Janeiro, Monsenhor Campanônico, ficou contentíssimo e ofereceu todo apoio para os Jesuítas iniciarem o trabalho. Padre Berdugo chamou a outros jesuítas de Buenos Aires e, em 1842, começou a missão Argentina no Brasil. Em seguida, a pedido do governador da Província do Rio Grande do Sul, os Jesuítas começaram a se estabelecer no sul do país. Em 1843, vieram outros jesuítas do Uruguai para Santa Catarina. O empenho deles no sul era com missões rurais e catequese, até 1845, quando houve um pedido para que abrissem um colégio em Santa Catarina. Este prosperou e chegou a ser visitado pelo Imperador Dom Pedro II. Apesar da esperança depositada nessa escola, foi fechada por causa de uma endemia de febre amarela. Foi mantida em Porto Alegre uma residência jesuítica e mais tarde abriu-se outra em Santa Catarina. De 1843 a 1853, os missionários trabalharam como párocos, evangelizaram as colônias alemãs do Brasil e organizaram as reduções com as tribos indígenas do Rio Grande do Sul. Apesar das dificuldades de fazer prosperar as obras missionárias, converteram muitas almas. Em 1864, a missão do Brasil se separa da Argentina. Padres italianos dirigiam um seminário em Porto Alegre, as colônias alemãs estavam bem assistidas e, dessa época em diante, a Companhia começou a crescer cada vez mais no Brasil. Em 1867, a missão foi subdividida ficando a província germânica responsável pelo Rio Grande do Sul e os outros estados por conta da província romana. Essa organização durou até 1911 quando foi novamente dividida em três missões: a meridional, que comporta os três estados do sul e ficou com a província germânica; a missão central, que abarcava os estados do sudeste, confiada a província romana; e o norte e nordeste, a cargo dos padres portugueses. Tudo que a Companhia é e faz hoje no Brasil se deve aos esforços desses missionários, que dedicaram suas vidas nessas terras, movido pelo amor de Jesus Cristo por quem somos chamados e enviados a anunciar o seu Reino. A propósito da missão Jesuíta hoje no Brasil, falaremos mais na próxima edição deste informativo.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 18h38
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Editorial do Pescador no 105 O DESPRENDIMENTO DO DISCÍPULO
Nossa Comunidade Vocacional já caminha para a reta final. Estamos num tempo mais de olhar para o futuro que deter-se no presente. Contudo é bom estar atento ao chão onde se pisa, para que não haja tropeços que dificultem a chegada. E é em nosso chão onde vão acontecendo as provações que confirmam nossa caminhada. Lembro-me nesse momento do velho Abraão. Seus olhos estavam postos na terra de Canaã, lugar onde esperava a realização das promessas que Deus lhe havia feito de ter terra e descendência. Com seu descendente já nascido e a caminho da terra prometida, Deus lhe pede uma prova de sua fé, o sacrifício de seu filho Isaac (cf. Gn 22,1- 13). Não estranhemos a prova, pois os sacrifícios humanos em rituais eram comuns na antiguidade. Abraão já havia deixado sua casa, familiares e amigos por mandamento do Senhor, que mais lhe faltava? Faltava-lhe a experiência do desprendimento e o sacrifício de Isaac é a prova de que Abraão não havia trocado uma família por outra, mas estava realmente convicto a sempre deixar tudo e todos por amor a Deus. O desprendimento será a característica desse nômade fiel. Deus se convence da radicalidade de sua opção, mas não permite que o sacrifício seja levado até o fim, pois ele também tem planos para Isaac. Outra coisa que Abraão aprenderá nesse episódio é que Deus não quer a morte do ser humano e o grande “sacrifício” de Abraão vai ser cuidar de Isaac, protegê-lo para que também ele seja fiel ao Senhor! Quem trilha o caminho vocacional se parece a Abraão. Também terá que renunciar a muitas coisas para dar o primeiro passo e certamente o fará com alegria. Mas depois Deus lhe pedirá provas de desprendimento e de renúncias. Não renúncia de algo no passado, mas de coisas conquistadas na caminhada. No entanto essas renúncias não serão para a morte, mas serão para que “Isaac viva”. No nosso caminhar vamos sendo provados se nos apegamos aos nossos dons ou se eles serão entregues ao Senhor. Se nos apegamos a eles, não caminharemos, mas se forem sacrificados ao Senhor ele nos devolverá para que cuidemos deles como Abraão cuidou de Isaac.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 18h35
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história dos jesuítas
 Pe Elcio José de Toledo, SJ Neste ano lembramos os 250 anos de um fato triste de nossa história brasileira, a expulsão dos jesuítas de Portugal e suas colônias feitas pelo Marquês de Pombal. Desde 1549 em terras brasileiras, os jesuítas construíram um verdadeiro império espiritual no Brasil, sendo muito influentes em todos os campos do Estado. Com o advento do Rei D. José I e de seu primeiro ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, os jesuítas foram combatidos por opor-se ao novo projeto do governo real. Havia vários conflitos entre jesuítas e a Coroa Portuguesa, como a educação (os jesuítas tinham cerca de trinta colégios nas colônias onde desenvolviam a educação humanista clássica) e a questão indígena. O estopim foi a dificuldade dos jesuítas de aceitarem o tratado de Madrid, assinado entre Portugal e Espanha em 1750. Por esse tratado, haveria uma troca de territórios entre essas duas nações e no território que seria do Brasil (atual Rio Grande do Sul) estavam sete comunidades indígenas dirigidas por jesuítas. Portugal não queria essas comunidades em seu território e urgiu a transferência delas para território espanhol. Era loucura pensar que os indígenas deixariam as terras de seus ancestrais para migrar para uma terra desconhecida. Eles resolveram ficar e lutar por seu território, mesmo que isso significasse uma guerra contra Portugal. Houve a guerra e os indígenas foram aniquilados. Os jesuítas foram acusados de apoiar os indígenas e com isso foram perseguidos e expulsos de Portugal, ainda que os jesuítas das missões fossem espanhóis e não portugueses. Com a expulsão, muito do trabalho realizado em 210 anos de trabalho foi perdido. Os colégios foram fechados e não se abriram outros em seu lugar, os índios não tinham mais seus defensores e a língua tupi-guarani não foi mais ensinada. Com a expulsão dos jesuítas, o caminho ficou livre para o Marquês revelar sua verdadeira intenção, perseguir a Igreja e tentar acabar com o cristianismo. Mas a catequese estava bem plantada no coração dos brasileiros e seu intento não foi possível. Pelo contrário, os jesuítas foram muito bem acolhidos quando retornaram quase cem anos depois e tentaram recuperar, pelo menos em parte, o que fora destruído no tempo da perseguição. Lembramos esse fato não para lamentar, mas para aprender com a história e perceber que a perseguição, incompreensão e martírio fazem parte da vida de quem quer ser verdadeiro discípulo de Cristo. A Companhia de Jesus só foi expulsa do Brasil porque foi fiel ao Evangelho num tempo de tirania. Que o exemplo desses jesuítas nos ensine a também sermos fiéis ao Evangelho mesmo em tempos desfavoráveis.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 17h03
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partilha do apostolado
PASTORAL COMUNIDADE SANTO ANTÔNIO DO PARAIBUNA. Brune Gonçalves Nunes
Nos finais de semana, Henrique e eu fazemos pastoral na comunidade Santo Antônio do Paraibuna. Nós colaboramos com a formação de coroinhas procurando ensinar a doutrina da igreja de uma forma compreensível e dinâmica, com o objetivo de formar para os valores cristãos e evangélicos. A visão deste trabalho despertou em mim o desejo de formar um grupo de coroinhas também na outra comunidade na qual colaboramos: a São Miguel Arcanjo, considerada uma área missionária. Na Comunidade São Miguel, desenvolvemos trabalhos de visitação onde tiro grandes lições de vida com pessoas que nos ensinam que podemos ser muito com Deus e pouco sem Ele numa teologia popular simples, mas de grande aproveitamento: “Então ele ergueu os olhos para seus discípulos e disse: bem aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino de Deus!” (Lc. 6, 20) O Reino de Jesus é voltado para os pobres. Jesus se faz presença em meio de quem o necessita, seja espiritual ou material, pois ele veio para os doentes e não para os sãos. Assim, na nossa missão, buscamos estar abertos para ser discípulos que buscam estar ao lado das necessidades das comunidades de Santo Antônio e São Miguel. Fazemos-nos presente nas promoções e eventos que visam integrar e unir a comunidade como, por exemplo: o chá com Maria que foi realizado nas duas comunidades com objetivo de confraternização entre as pastorais existentes; e o retiro para os coordenadores do setor juventude. O nosso trabalho consiste em esta união que nos faz ser modelados pelas mãos do oleiro que é Jesus agindo através das pessoas
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 17h00
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partilha de apostolado
MISSÃO PASTORAL Pierre Nazareno  Em tudo amar e servir! Pois com muita satisfação Fabiano e eu, nos sábados à tarde e nos domingos pela manhã, vamos ao bairro do Linhares na comunidade de Nossa Senhora da Guia fazer a nossa pastoral. Comunidade que nos tem proporcionado momentos de aprendizado e alegria. Tratando-se de uma experiência pastoral, os momentos de convívio com as pessoas nos ajudam a fazer um bom discernimento vocacional, levando-nos a exercitar os nossos dons e principalmente conhecer melhor o nosso chamado a servir no reino de Deus. De acordo com a necessidade da comunidade nos empenhamos em alguns trabalhos: visitas semanais aos enfermos e idosos levando a palavra de Deus e a Eucaristia, na catequese com as crianças e os adolescentes partilhados o amor de Deus, importância dos estudos e da união, com os adultos participados nos trabalhos da comunidade, reuniões na paróquia, e etc. O único espaço celebrativo que temos é uma garagem cedida por um membro da comunidade, Sr Silvano e Dª Vanda, e neste local é que se realizam a catequese, a celebração da palavra e a missa que é celebrada uma vez por mês. A missão é algo que precisamos vivenciar com alegria e gratidão. O fato de sermos chamados a trilhar esse caminho é sensacional! Em alguns momentos, o caminho é pedregoso e cheio de espinhos, mas nunca estaremos sós, pois a mão Deus nos acompanha, nos protegendo, guiando e fortalecendo. Ao caminhar por aquelas ruas e ladeiras, sentimos paz, confiança e a certeza que o mundo pode ser melhor se cada um der a sua colaboração, pois quando nos doamos, somos nós que recebemos.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 10h36
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partilha de apostolado
Santa Rita de Cássia roga por nós. Taffarel Fernandes
A comunidade de Santa Rita de Cássia situada na paróquia de São Pedro em Juiz de Fora, tem acolhido os vocacionados já ha alguns anos, proporcionando a todos que passam por lá uma experiência única de fé, pois a expressam no trabalho em diversas pastorais, no zelo litúrgico, e fundamentalmente na caridade e no amor para com aqueles que estão afastados tanto espiritual quanto fisicamente de Deus e da igreja. A comunidade está trabalhando intensamente em uma área missionária, que envolve dois bairros de casas populares, que estão bem próximos há comunidade, e que ainda não possuem nem mesmo Capela. Destemidos e fervorosos, assim podem ser caracterizados, pois as catequistas e os demais colaboradores, trabalham com imensa disponibilidade, nesta área de apostolado, dando condições de se realizar missas nas ruas uma vez por mês, procissões, festas e muito mais. Nessa comunidade três padres diocesanos dão forte auxílio, sendo que a Comunidade Vocacional dos Jesuítas marca presença com o Taffarel e o Davi, que inseridos no meio do povo realizam o apostolado nos finais de semana, transmitindo fraternalmente o que sabem, mas sem sombra de dúvidas, aprendendo e enriquecendo espiritualmente muito mais do que humildemente poderiam proporcionar. O que melhor exprime o sentimento deste conjunto de pessoas, que são os leigos, os diocesanos, os vocacionados, é a palavra esperança. Esperança de que os ensinamentos de Deus que estão sendo propagados irão cair como semente em terreno fértil e que sempre mais pessoas conhecerão a Jesus, sendo assim possíveis transformadores do reino de Deus que é paz e justiça.
Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 10h35
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