
Meu nome é Sergio Hide Honna e sou o novo integrante da CV. Após um período de quinze dias de convivência, pedi para ser admitido. Cheguei no dia 21 de julho dia de São Luiz Gonzaga, e permanecerei até o final do ano se a graça de Deus assim permitir.
Vim do interior de São Paulo, de Itaí. Fiz dois retiros de oito dias em Itaici e me identifiquei muito com a Companhia. Em minha cidade, participei de grupos de jovens e catequese. Morei dez anos no Japão entre idas e vindas. Lá pude conhecer um pouco da realidade da Igreja no Japão, onde retomei minha caminhada na Igreja iniciando um grupo de jovens e participando de várias outras atividades.
Frequentei a comunidade de Toyota e depois a de Anjo, cidades próximas a Nagóya, entre Osaka e Tóquio. Lá ocorrem missas duas vezes por mês em português além de inglês, espanhol e claro em japonês. Isso porque faltam muitos padres no Japão e os que existem estão em idade avançada. Há localidades mais afastadas em que os brasileiros frequentam a missa em português a cada bimestre ou até mesmo a cada seis meses.
Apesar da minoria católica, menos de 0,5% da população, os japoneses católicos são muito dedicados e interessados por tudo da Igreja.
A evangelização no Japão começou com São Francisco Xavier quase no mesmo período em que os primeiros jesuítas desembarcaram no Brasil, lá, porém, depois de uma fase de grande expansão começaram as perseguições, os líderes japoneses na época temiam que a dominação por parte dos europeus se daria primeiro por meio da religião e depois por outras formas. O catolicismo foi proibido e muitos pagaram com a vida a defesa da fé. O Japão possui atualmente mais de 20 santos e cerca de 400 beatos, a maioria leigos, até mesmo famílias inteiras foram martirizadas. Dentre os religiosos muitos jesuítas, depois franciscanos, dominicanos e agostinianos.
Depois desse período, a perseguição continuou e os japoneses cristãos seguiam a religião em segredo, sem a presença de sacerdotes, tudo era passado de pais para filhos, um exemplo é a imagem de Maria e do menino Jesus com traços japoneses, que para os não católicos era apenas um enfeite, mas para aquela pequena comunidade era um símbolo de fé. Isso se deu durante cerca de 250 anos, até a abertura dos portos no séc.XIX no processo de modernização do Japão, porém ficaram para nós católicos do mundo inteiro seu exemplo de fé e coragem e o incentivo a seguir esse caminho como eles fizeram.
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Escrito por Comunidade Vocacional jesuítas às 09h26
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